Diabetes e vacinação contra gripe
A vacina anti-influenza (gripe) 2012, já está disponível nas clínicas privadas de vacinação. Na rede pública de saúde, anualmente ocorre a partir do mês de abril. Mas vejamos o que diz um especialista em diabetes.
Pacientes diabéticos devem receber vacinas?
Dr. Carlos Eduardo Barra Couri
PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
Pesquisador da Equipe de Transplante de Células-tronco – USP – Ribeirão Preto
Coordenador do Departamento de Novas Terapias e Biotecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Como muitos já perceberam, o tratamento do diabetes é muito mais do que controlar as glicemias.
Pacientes diabéticos de todas as idades (especialmente os extremos de idade) têm maior risco de adquirir gripes e pneumonia. O que a maioria não sabe é que gripes são porta de entrada para pneumonias e as pneumonias podem ser mortais para os diabéticos.
Infelizmente, muitos serviços de saúde e mesmo endocrinologistas desconhecem ou esquecem de informar seus pacientes da importância da vacinação.
Todos os pacientes diabéticos devem ter o seu cartão vacinal em dia e eles podem e devem receber todas as vacinas habituais que todos devemos receber, independente de ser diabéticos.
Há entretanto 2 vacinas que devem ser indicadas para os diabéticos:
Vacina anti-gripe: que deve ser aplicada anualmente no outono; não deve ser indicada para menores de 6 meses de idade;Vacina anti-pneumonia: que deve ser aplicada pelo menos uma vez na vida e com reforço após os 65 anos de idade. Não deve ser aplicada em menores de 2 anos de idade.Com o pedido de vacinação do médico em mãos, a rede pública de saúde é responsável por esta vacinação. Em clínicas de vacinação privadas também é possível fazer a imunização.
As vacinas são intra-musculares e praticamente indolores (acreditem!).
http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/2055-diabetes-e-vacinacao-contra-gripe
Estudo aponta que 15% dos diabéticos correm risco de amputação de pé
Cerca de 15% dos diabéticos correm o risco de sofrer do pé diabético, infecção ou destruição dos tecidos das extremidades inferiores ocasionada pelos danos que a doença causa no sistema nervoso e vascular.
Especialistas recomenda um bom controle do diabetes, da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol
Isso é o que disse o especialista Javier Aragón, durante o II Congresso Nacional de Feridas, que ocorre em Madri.
O transtorno, responsável por 70% das amputações de pé na Europa, é consequência do descuido ao longo dos anos, o que acaba danificando os nervos e comprometendo a irrigação sanguínea ao ponto de provocar perda da sensibilidade nas extremidades inferiores.
O médico assinalou que basta um golpe, uma pedra no sapato ou qualquer arranhão para ocasionar no diabético uma ferida difícil de perceber pela falta de sensibilidade. A falta de tratamento leva à colonização de bactérias, destruindo o tecido.
Os especialistas recomenda um bom controle do diabetes, da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. A pessoa também deve parar de fumar e caminhar pelo menos uma hora por dia para favorecer a circulação. Além disso, deve usar calçados adequados e tomar rigorosas medidas de higiene.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-aponta-que-15-dos-diabeticos-correm-risco-de-amputacao-de-pe,832645,0.htm
Diabetes, solidariedade e facebook
Um passeio de um adolescente com diabetes e turista no Rio de Janeiro, Felipe Neves, acabou se transformando em uma enorme mobilização no Facebook.
Ele fazia um passeio na trilha do Morro da Boa Vista, na Prainha (Zona Oeste do Rio de Janeiro), quando perdeu o seu glicosímetro. Para sorte dele, o apresentador do Programa Aventuras Reais, do Multishow, Sandro Cardoso, encontrou o equipamento e resolveu usar as redes sociais para tentar devolver o equipamento.
Até aí parece mais uma história rápida, entre tantas que são relatadas no Facebook. Mas não foi. Ao publicar o caso no seu perfil na rede, Sandro pediu ajuda aos que o acompanham para tentar localizar o dono. O fato aconteceu no dia 12 de janeiro, quinta-feira, e em apenas três dias os números da mobilização impressionaram: 3.015 pessoas “curtindo”, 1.381 comentários e 24.208 compartilhamentos.
A mensagem publicada por Sandro era direta e ele já imaginava a importância que o glicosímetro teria para Felipe. “Encontrei essa case na trilha para o Morro da Boa Vista (Prainha) na tarde de ontem. A pessoa que perdeu, provavelmente, é hipoglicêmica (diabética). Esses aparelhos não devem ser baratos e devem estar fazendo falta. Como todo mundo hoje tem face é provavél que o(a) dono(a) veja esse post ou algum dos compartilhamentos que se seguirem. Espero ajudar e poder devolver para o(a) dono(a)”.
Em três dias o equipamento estava sendo entregue para Felipe que fez questão de agradecer via Facebook: “Nossa, achei que nunca mais iria ver meu glicosímetro”.
“A internet não só pode, como deve, ser utilizada para mobilizar as massas em prol de causas nobres e justas”. Sandro disse que não é contra a utilização da rede para outros fins, mas que acredita na boa fé das pessoas. “Apesar dos quase 25.000 compatilhamentos, ninguém, além do dono, se manifestou como proprietário do kit. Nem de brincadeira me procuraram para confundir ou atrapalhar nossa busca”.
Felipe, que mora no Paraná, volta para a sua cidade com uma ótima sensação que a solidariedade na rede é algo real e não virtual.
Compartilhar Informação sobre Diabetes
A mensagem passada por Sandro sobre o equipamento perdido acabou gerando mais informação do que o previsto. Entre os milhares de comentários pode ser observada uma falta de informação, de uma forma geral, como a importância dos dados que ficam armazenados dentro do equipamento. As explicações vinham na sequência e por pacientes ou pais de crianças com diabetes.
Surgiram, também, sugestões interessantes como a dada por Sarah Rubia Batista. Ela propõe que todas as pessoas com diabetes coloquem etiquetas identificadoras dentro dos equipamentos para devolução no caso de perda.
Repercussão
Mesmo depois de o equipamento ter sido encontrado, a troca de mensagens continuou. David Black se manifestou com o fato. “É interessante esse Facebook. Consegue coisas sensacionais! Conseguiu até agora mais de 23 mil compartilhamentos e mais de 1.200 comentários com um aparelhinho de 65 pratas. Caramba, que coisa mágica! Que solidariedade!”
Segundo Sarah que conversou com a reportagem do site da SBD, atitudes como estas devem ser valorizadas. “Tudo foi mais que um simples gesto de solidariedade, lendo os comentários, foi quase um fórum de utilidade pública sobre diabetes. Acredito que muitas pessoas hoje sabem melhor que antes cuidar de uma hipoglicemia, principalmente os trilheiros, que tiveram uma grande participação nos compartilhamentos”. Sarah tem um filho com 9 anos e com diabetes e comenta que sabe o que é perder um equipamento no período das férias e todo o histórico do tratamento. “Enfim um simples gesto, que deveria fazer parte da vida de todos nós”.
Tão feliz quanto Felipe e Sarah ficou Sandro. “Não somos donos do mundo, fazemos parte dele. Não somos superiores a nada nem a ninguém, não somos melhores, não somos diferentes, nem mesmo somos iguais. Somos sim, partes do mesmo ser. Estamos todos interligados por uma rede que tudo permeia, a que tudo alcança. Amigos, plantem o bem, devolvam impropérios com sorrisos, torçam pela felicidade das pessoas, até daquelas que não desejam a sua. Parabéns a todos!”
Entendendo o Facebook
Para quem não está tão familiarizado com o Facebook valem alguns comentários. Quando uma mensagem ou foto é publicada pode ser compartilhada ou comentada com apenas um clique. Para demonstrar que está apoiando, os internautas clicam em “curtir”. Como a rede é uma ligação entre milhares de pessoas, as notícias vão sendo espalhando naturalmente a medida que ganham a simpatia ou apoio de mais pessoas.
Fonte: http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/2036-diabetes-solidariedade-e-facebook



